Reaprender a amar

28/01/2012

Pesquisadores do século XX, puderam perceber através de seus estudos que, a pessoa inteira, é uma unidade energética e existe uma relação intrínseca entre emoções e patologia orgânica; portanto, não há patologia orgânica sem distúrbio emocional e não existe nenhuma doença emocional sem consequências fisiológicas. Os doentes cardiovasculares são, em especial, passíveis de acompanhamento integrado, e em várias partes do mundo já recebem tratamento psicológico como parte de sua recuperação nos próprios hospitais.

As experiências infantis ajudam a explicar a dor emocional; é menos óbvio, entretanto, que expliquem a dor física. Mas a dor da maioria das doenças, remonta das decisões que tomamos na infância, desta forma, interrompemos os fluxos energéticos naturais de nosso organismo, que chamamos de ESSENCIA. Estes fluxos interrompidos estruturam-se no nosso corpo em áreas específicas, conforme Reich descreveu, dependendo do estagio de desenvolvimento. Estas áreas são cinturões de contracção e existem em 7 linhas horizontais:

  • Na linha do olhos e ao redor da cabeça: podem provocar problemas visuais, enxaquecas, cefaleias, etc.

  • Na zona da boca, compreendendo todo o conteúdo bucal: podem provocar problemas de alimentação, álcool, distúrbios da fala, etc.

  • Na zona cervical, incluindo garganta e pescoço e cintura escapular, uma importante ligação entre os pensamentos e sentimentos.

  • Na zona do tórax, originando, distúrbios de respiração, cardíacos, sintomas de angustia e outros

  • Na zona do diafragma, distúrbios do sistema gástrico, hepático, e enfim, todo o sistema digestivo. Aqui estão relacionados os sintomas de “todos os sapos que engolimos” e a digestão destes…

  • Na zona do abdómen, encontramos somatizações a nível dos intestinos e reacções ao medo (sistema urinário).

  • Na zona pélvica que envolvem vários distúrbios da parte genital, sexual e órgãos de reprodução, bem como a ligação saudável com a Terra (nossa mãe primeira)

A saúde emocional revela um direito inato da humanidade: expansão e alegria. Todos nascemos com este direito, a capacidade de amar e sermos amados. Somos seres intrinsecamente amáveis….

Portanto, o que acontece no meio de nossas vidas para que este caminho (fluxo) seja interrompido? Para defender-nos das circunstâncias que julgamos ameaçadoras na infância, temos que guardar e reprimir várias emoções e sentimentos negativos e positivos e nesta contracção, bloqueamos um grande manancial de energia que estariam orientados para a fé, compaixão, alegria pela existência da vida.

Entendo o processo terapêutico, como a tomada de consciência destas contracções e o caminho de volta para recuperar este fluxo; enfim, a cura do coração e da capacidade de amar. O trabalho de auto conhecimento e o reconhecimento de nossos cantos mais sombrios, podem nos conduzir para um sentimento de unidade e a doença, muitas vezes, é o caminho que nos traz de volta ao todo.

Apesar das restrições culturais, nossa educação, nossos pais, nossa amiga invejosa, nossos quilos a mais ou a menos, somente quando nos desapegamos da dor e tomamos responsabilidade pela nossa existência é que poderemos fazer algo por nós próprios.

Não há caminho espiritual sem que haja o trajecto pelas emoções e auto conhecimento, sem que haja o reconhecimento de si, de suas limitações e talentos, pois a verdadeira espiritualidade não contradiz a realidade e os aspectos práticos da vida.
Como diz J.Pierrakos “O universo está cheio de alegria”.

 

 

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