Como tem percebido o seu lugar no mundo e a sua ligação com o universo?

28/01/2012

Este tema fala-nos da dificuldade de encontrarmos o nosso lugar em dois tipos de posicionamentos: um interno, relacionado aos nossos próprios sentimentos e emoções, interesses e segredos. Outro externo, através das atitudes e conexões com a realidade.

Fala também da nossa presença física e espiritual, que, integrada no universo, representa uma síntese de tudo o que existe: o microcosmo dentro do macrocosmo.

Nossa inclusão universal só é compreendida através de nós mesmos, através de caminhos que liguem o coração à compreensão e para que o movimento e a acção estejam ajustados ao sentimento, três níveis de sabedoria (movimento, sentimento e compreensão) que se conjugam e que deveriam expressar-se em conjunto.

O sentimento de alguém que encontrou o seu lugar no mundo passa pelo propósito da própria vida, a sensação de estar cumprindo algo que faça sentido dentro de suas escolhas e integrado em suas personalidades. Algo de criativo, e que ajude o homem dentro de seu próprio caminho evolutivo.

Creio que a fé na vida encontra-se aqui.

Toda a matéria e consciência no universo têm um rumo com sentido à evolução.

Esta evolução é um processo inerente e ocorre no desenvolvimento físico e psicológico. Quando permitimos este processo contínuo acontecer, o nosso lugar no mundo vai tomando forma, à medida que experimentamos as mudanças e os processos de nascimento e morte dentro de cada fase da vida.

Entretanto, nossos mecanismos de defesa, padrões de comportamento que impedem-nos de estar a favor deste continuum evolutivo, por vezes deixam-nos em lugares onde não deveríamos estar, profissões e trabalhos com os quais não nos identificamos, casamentos formatados com “certificados de segurança”, ou a sensação de que fomos trocados na maternidade, por algum descuido, pois “esta não pode ser a minha família” ou “eu nasci no tempo errado”.

Estas são queixas muito comuns em prática clínica.

Terapeuticamente, o lugar no mundo é percebido quando o indivíduo encontra o seu lugar dentro da família e nas relações inter e intra pessoais. Para isto, o processo de auto-conhecimento é fundamental: de onde vim, quem sou agora e para onde quero ir, passado, presente e futuro interrelacionados.

Desenvolver a capacidade para encarar os riscos de novas experiências e escolhas.
Capacidade de sentir prazer e deixar fluir o prazer, pois crescemos, de acordo com cada fase do nosso desenvolvimento em direcção ao prazer.

Os teóricos do desenvolvimento infantil, colocam 5 fases especiais que se forem adequadamente vividas, dão-nos a integridade e o sentimento de amor e inclusão de que tanto necessitamos para a auto-estima, o alicerce básico do sucesso.

São elas:

  • A capacidade de sermos bem-vindos ao mundo, logo quando somos gerados, durante a gestação e a seguir ao nascimento. A sensação de que “querem-me aqui”, “sinto que sou desejado nesta família e tenho um lugar dentro dela”;

  • A capacidade de ser cuidado, alimentado e ter a sensação de que haverá sempre alguém por perto quando precisar, isto é, minhas necessidades são supridas com carinho, logo nunca me sinto abandonado.

  • A possibilidade de explorar o mundo, de experimentar a independência e a autonomia com segurança, pois tenho um código constante que me permite acertar ou errar com uma carga suficiente de emoção.

  • A possibilidade de ser criativo, de expressar os meus afectos, meus medos, meus rasgos de genialidade e minhas crises de tolice, sem que isto altere a ideia que tenho de mim próprio, nem a capacidade de confrontar quando discordo de algo.

  • A capacidade de mostrar amor, incorporar a minha sexualidade e a capacidade para o trabalho e realização no mundo.

Portanto, em minha prática clínica, trabalho sempre nestes cinco níveis, usando recursos disponíveis na própria expressão humana: conteúdos verbais, exercícios corporais para a expressão emocional, massagem, meditações e práticas relacionadas com a teoria sistémica.

Acredito que o processo terapêutico, segue um caminho que pode transformar as dificuldades nestas cinco fases, pois ajuda o individuo a restaurar a sua própria capacidade de amar e acreditar na sua capacidade evolutiva, centrada em sua auto-estima e capacidade de ter a sua crença pessoal.

Encontrar o nosso lugar no mundo, é antes de tudo, um lugar de gratidão, um lugar na essência do ser.

 

 

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