As metas terapêuticas do trabalho com o carácter oral

28/01/2012

No artigo anterior começamos a introduzir alguns cuidados por parte do terapeuta que trabalha com o carácter oral deve ter. Numa linha de psicologia corporal, nas metas terapêuticas encontramos campos como a emoção, trabalho físico, muscular e energético e também com massagem nas couraças principais. O trabalho analítico e corporal deverão andar juntos; o terapeuta deverá observar uma certa sequência nesse trabalho, para poder entrar em sintonia com as possibilidades do paciente tem de suportar o aprofundamento das suas misérias psíquicas e físicas.

O terapeuta deverá, logo de início, mostrar sua firmeza mesclada de compreensão e apoio; seu papel deverá ser o da mãe continente e enérgica, isto porque o paciente vai tentar fazer com que o terapeuta realize o trabalho terapêutico por ele. Esta conduta deverá permanecer durante todo o tratamento. É importante também. fortalecer o Ego do paciente através do encorajamento à busca de sua pró­pria vida, levando-o a perceber as necessidades dos outros, para que ele possa manter relacionamentos duradouros e  ir desmascarando o seu centro neurótico, ou seja sua sexualidade infantil de buscar sempre o seio materno no lugar do”falo”.

Em termos físicos a terapia procura fortalecer sua estrutura física através de exercícios de suporte de tensão, de modo a que este tipo de carácter possa suportar o aumento de carga energética, trabalhando simultaneamente com as fantasias que surgirem.

É recomendado que se utilizem diversos tipos de exercícios físicos com o objectivo de fortalecer a musculatura do oral, pois ele apresenta uma musculatura tensa, porém enfraquecida ou que não suporta tensão por muito tempo.  Os exercícios com as pernas e os braços são de grande valia para ele.

Tanto no trabalho, como na vida social, afectiva e familiar, o oral trará queixas de incompreensão e injustiça cometidas contra ele. Não convém contradizê-lo no início, porque ele iria se sentir traído pelo tera­peuta; este deverá conduzir a conversa do modo que ele vá percebendo suas reais condições. Sempre que se queixar das injustiças que sofre, deve-se questioná-lo sobre como tem conseguido lidar com isso. Provavelmente trará à tona mecanismos de negação, isolamento, narcisismo e fuga.

Esses mecanismos do ego têm a função de evitar o confronto entre as possibilidades internas e as exigências do mundo; no oral, esses mecanismos são exacerbados para evitar a angústia que está protegida pelo narcisismo.

 

Estela Rodrigues

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