A dinâmica psíquica do carácter oral na relação sexual conjugal

28/01/2012

Neste tipo de caracterologia destacam-se variados traços básicos, de onde sobressaem:

- Fraqueza Geral, principalmente nas pernas e braços ou falta de energia generalizada;
– Depressão;
– Pegajosidade;
– Sensação de Vazio;
– Pressão Baixa e metabolismo rebaixado;
– Pouco Contato com a Realidade Interna e Externa;
– Queixas Frequentes;
– Mordem os Lábios;
– Engolem Frequentemente;
– Ombros Erguidos e Curvados para Frente;
– Peito Deflectido;
– Facilidade para filosofia (energia na cabeça)

Sexualidade

É sexualmente inadequado, estando sempre tímido face ao sexo oposto. As suas relações sexuais têm os mesmos distúrbios encontrados no seu trabalho. Tem um interesse narcisista e as suas exigências são grandes, mas as respostas são pequenas. A ligação de um oral com um parceiro é sempre conflituosa porque as pessoas deste tipo esperam sempre receber compreensão, simpatia, proteção no amor, sendo super-sen¬síveis com a frieza do companheiro.

Internamente, sentem que têm de dar tudo e que pouco recebem em troca; logo, não recebendo o que espera, desenvolvem fortes sentimentos de hostilidade contra o parceiro e essa hostilidade disfarça sua dependência inconsciente.

É preciso ver que oralidade e genitalidade são funções antitéticas – a primeira tende à carga e a segunda à descarga; daí o impulso sexual do oral estar voltado para o contacto ou carga para com o parceiro, e não tanto para a descarga (orgasmo). Nas mulheres geralmente a ausência não se trata de frigidez, mas sim de falta de impulso para a descarga. Experienciam saudades e não conseguem dizer o que realmente sentem ou querem do seu parceiro e da vida.

O terapeuta que acompanha pessoas com este tipo de estrutura tem de ter, antes de tudo, uma boa dose de paciência, pois é preciso dar apoio e coragem ao carácter oral, ao mesmo tempo que se deve man¬ter firmeza em relação às suas exigências. Fazer com que o paciente entre em contacto com aquilo que realmente pode fazer, deixando de lado as suas fantasias de grandeza, mostrando-lhe que as dificuldades no mundo, estão ligadas à sua própria inadequação.

O seu padrão de amor não está baseado na atitude adulta do dar e receber, pois as suas atitudes são narcísicas. Para tal é preciso que o terapeuta leve o paciente a entrar em contacto com as suas necessidades inconscientes; a negação obstinada de pensar que “não precisa de uma mãe” é o que o leva a não ceder.

O paciente manterá ou procurará manter com o terapeuta uma boa transferência positiva que deverá ser incentivada. O vínculo de confiança deverá estar firme antes que o terapeuta incentive a sua agressividade; se, se sentir incompreendido ou atacado, perderá a confiança no terapeuta, ficará decepcionado e cairá novamente no jogo da carência afectiva e da rejeição, voltando-se para o seu mundo, expressando um solene “não adianta”.

Leva-lo sempre a ir um pouco além do que pensa conseguir é uma boa receita, visto que o trabalho tem de ser feito pelo paciente e não pelo terapeuta.

 Estela Rodrigues

 

 

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