Conferência: O Desenvolvimento da Psicoterapia Corporal em Portugal

16/09/2013

Quando: Quarta, 16 de Setembro 2013, ás 20h00

Oradora: Estela Rodrigues

 

 

Foi a minha necessidade de procurar uma psicoterapia para além da verbal, que me levou às Psicoterapias Corporais que estavam no seu “boom” na década de 70 e 80. Com a minha licenciatura de Psicologia concluída em 1978 no Brasil, o próximo passo era procurar uma especialização para me tornar psicoterapeuta e a minha opção foi estudar Psicomotricidade e de seguida a enveredar pelos vários modelos de orientação corporal.

Ao longo dos anos contactei com os enfoques de Terapia Reichiana, Bioenergética, Biodinâmica e Biossíntese, entre outros modelos, e mais tarde quis desenvolver uma abordagem combinada destas técnicas, num modelo flexível e adequado às necessidades específicas de cada pessoa, à qual chamei T.T.P.C. ® – TEORIAS E TÉCNICAS DAS PSICOTERAPIAS CORPORAIS.

Com esta abordagem, tenho vindo a formar vários terapeutas nesta área e contribuído para ajudar ao enraizamento da Psicoterapia Corporal em Portugal, um enfoque que ainda permanece largamente desconhecido no panorama de intervenção psicoterapêutica aqui.

O trabalho com o corpo está sempre vinculado ao emocional, e permite-nos entender o processo terapêutico como um campo sistémico e informativo que leva a presença de duas pessoas para além da discussão, de suas fronteiras e dificuldades. O espelho da presença do psicoterapeuta mostra-se como facilitador deste processo.

O princípio da “auto-cura”, a alma da terapia, é a capacidade de qualquer individuo encontrar dentro de si suas próprias respostas, como se estivesse em contacto com um professor interno que lhe dá acesso a recursos e potenciais, muitas vezes distorcidos por defesas egóicas que teve de construir durante a formação da sua personalidade.

Olhar para o outro é olhar para a qualidade de vida de cada um de nós e esta qualidade depende da capacidade de percebermos e satisfazermos adequadamente as nossas necessidades humanas fundamentais: subsistência, protecção, afecto, compreensão, participação, lazer, criação, identidade e liberdade.

Portugal e o mundo passam por uma modificação espantosa num ritmo acelerado que nos faz pensar nos caminhos para melhorar a nossa qualidade de vida. Ao termos consciência de quem somos, do que fazemos e como fazemos, estamos a criar um sentido para as nossas vidas num campo de possibilidades em que nos transformamos e iluminamos a nossa visão em relação ao outro.

Ao fomentarmos a consciência de que nossas vidas são de nossa inteira responsabilidade, quando o nosso processo de individuação acontece, o individuo deixa de responsabilizar os pais, a escola, os professores, o governo, o patrão, a igreja, a vida, etc… pelas desarmonias encontradas no seu percurso de vida. A sua maturidade é um coeficiente de saúde física e mental, que lhe dá a possibilidade de escolher caminhos e não ser vítima deles.

O trabalho psico-corporal através de exercícios específicos, leva-nos à consciência do conhecimento real de nossas motivações, possibilitando fazer uma ponte entre desejos e realidade, meditação e expressão espontânea, coerência, enraizamento e vinculação.

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